segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O tempo dentro de mim

Tempo, dono do mundo, dono de tudo,  dono do meu pensar. Tudo é uma questão de tempo, do tempo que passa sem hesitar. Vem e vai quando quer, demora ou se acelera sem ninguém controlar. Ele é dele, todo dele, e me invade sem aviso e sem explicar...
Só ele resolve os problemas, só ele responde perguntas, só ele cura feridas amargas do meu maltratar.E quando tudo parece estar perdido, ele se faz presente devagar, mostrando o caminho novo a se trilhar.
Sempre soube disso, mas a pressa  é mais forte que a fé no tempo, fé, essa que deveria ser incontestável, seguida sem pestanejar. A pressa da minha expectativa só me tortura, me maltrata, sempre é dura, fazendo sempre que eu perca o meu controlar.
Eu sei a resposta para todas as minhas perguntas, para todos os meus lamentos e meus sofrimentos!Só o tempo pode curar...
Então tempo, por mais que eu te conheça, vai devagar, resolve essa minha pressa, essa minha angustia no SEU tempo de lidar, e me arruma, me conserta, desperta meu pensar de saber, que só o tempo pode me ajudar. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Te fiz em palavras, para te chamar de meu...

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Para tentar te esquecer...

Algum tempo se passou, com outros me deixei, paixões antigas desenterrei, para tentar te esquecer.
Fui viajar, meio sem rumo, sem motivos, seu bagagem, para tentar te esquecer.
Fechei meus livros, perdi minha inspiração, guardei meus textos, para tentar te esquecer.
Fugi das rodas, não ouvi as rimas, apaguei Leminski, para tentar te esquecer.
Gastei água a toa, suor,saliva e lagrimas, para tentar te esquecer.
Perdi um pedaço de mim, me tornei amarga e gelada.
Para que?
Para tentar te esquecer...


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Marrakech

Pq você não desaparece?
Faz que nem o Caetano, vai para lá de marrakech.
Faz uma viagem, some, ganha na loteria,
Sei lá, foge, só faz a minha alegria...
Pq eu não sei quanto tempo eu ainda vou aguentar,
Ta cada vez mais difícil, vai ter uma hora que não vai dar...
Todo esse bom caráter que você tem,
Não pode existir, não é comum em alguém.
Eu sei que pode parecer sem sentido meu pedido,
Mas é você ou eu, e isso tem cada vez mais me envolvido.
Você tem seus outros mundos, seu público, sua platéia,
Eu no momento só tenho isso, minha epopeia...
Vai ser mais fácil para você ir embora,
Do que ficar me fazendo sofrer, chorar, toda hora...
Eu não vou largar o que mais tem me feito bem,
O que tem me levado além!
Mesmo que eu passe mal toda vez que te vejo,
Mesmo que o meu movimento final, seja o rastejo...

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Já não sinto mais nada...

Já não sinto mais nada por você. 
Já não sinto mais nada do meu querer... 
Já não sinto mais nada pela sua rima. 
Sei que a gente não rima.
Já não sinto mais nada pela sua educação.
Você não é a minha solução.
Já não sinto mais nada pela sua poesia.
Não sinto metade daquilo que eu sentia.
Já não sinto mais nada pela sua barba.
Me sinto até mais amarga.
Já não sinto mais nada quando você recita.
Nada dentro de mim se suscita.
Já não sinto mais nada pela sua risada.
Não quero nem mais fazer piada.
Já não sinto mais nada quando te vejo.
Mas mesmo assim tenho medo...
Já não sinto mais nada de nada.
Pois sei como isso acaba.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A pomba e o telhado.

Fez daquele telhado sua moradia,
Ali ela podia descansar tranquila.
Lá ela olha todo o cinza de cima,
Como aquilo lhe intriga!

Ela sabia que um dia aquilo ia acabar,
Que um dia alguém a expulsaria do seu lar.
Ás vezes ela descia em busca do seu sustento,
Mas só de sair do seu paraíso, já lhe vinha o lamento.

Passava dias ali só amando aquele lugar.
O telhado era tudo que tinha, sem forças para mudar.
Até voar perdeu o sentido, e isso não lhe causava dor.
Não era preguiça, era apenas o conforto de ter um amor.

E aos poucos ela foi definhando, não servia para mais nada,
Sua única utilidade era ficar naquele telhado jogada.

Morreu, sob a chuva fria da noite de um domingo,
Finalmente fez do seu desejo cumprido.
Fez parte daquele telhado, onde se decompôs,
Perdeu suas penas, carne e coração, para aquele amor que não fazia parte dos dois...





segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Lua de Vênus.

E foi pertinho que aconteceu, o mais inesperado amor, ocorreu.
A grandiosa que só via paixão, se viu apaixonada durante a rotação.
Encontrou o amor do Vênus todo dela, paixão simples entre o céu e a terra.
Na gigante imensidão dos acasos, num simples caso de amor cheio de atrasos.
E quando ficou ao lado dele, quase que inteira sumiu, abriu bem os lábios e sorriu!
Sem se importar com todo o mundo, e ficando mais perto dele a cada segundo...
Até que então sumiu-se inteira, e foi completada por ele, da sua maneira.
Ficando eternizada por todos que a viram, aqueles que algum dia pelo outro também já sumiram.